17 maio2022

    ‘Tem veneno até no pacote de biscoito’, revela pesquisa sobre agrotóxicos inédita

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    Intitulado “Tem veneno no pacote”, um estudo inédito revela que diversos ultraprocessados consumidos pelos brasileiros contêm agrotóxicos.

    Foram analisados 27 alimentos industrializados em laboratório. Do total de amostras, 59,3% apresentaram resíduos de defensivos agrícolas.

    Todas as oito marcas de bolachas e biscoitos campeãs de vendas, fabricados por Mondeléz (Oreo e Trakinas), Nestlé (Bono e Negresco), Arcor (Triunfo), M Dias Branco (Vitarella e Zabet) e Marilan, testaram positivo para pelo menos três agrotóxicos distintos.

    O Idec, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, que discute há anos os malefícios do consumo de produtos ultraprocessados, os problemas da contaminação de alimentos com agrotóxicos e a ausência de medidas eficazes para a proteção da saúde dos consumidores, é o responsável pela pesquisa.

    É sabido que o uso de agrotóxicos e o consumo de ultraprocessados não estão apenas relacionados a sérios problemas de saúde pública, mas também à deterioração da saúde do nosso planeta, em um momento em que não podemos aceitar correr riscos.

    Esses resultados derrubam o mito de que o processamento industrial elimina os resíduos agrícolas como os agrotóxicos.

    De acordo com o órgão, essa descoberta reforça a necessidade de mudanças em nosso sistema alimentar, em que o modelo agrícola predominante é baseado na monocultura. Esse tipo de produção visa a atender a grande demanda por commodities, como soja, milho, trigo e açúcar, e faz um uso intensivo de agrotóxicos, tornando-se insustentável dos pontos de vista social, ecológico e sanitário. Outro aspecto relevante é como esse sistema proporciona maior disponibilidade e acessibilidade a ultraprocessados. Não é por acaso que esses produtos são promovidos por agressivas estratégias de publicidade que induzem ao seu consumo excessivo.

    RESULTADOS EM DESTAQUE:

    O estudo expõe informações cruciais para a luta por melhores políticas públicas e reforça ainda mais alguns motivos para que os consumidores sigam as recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e tenham uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados, priorizando os alimentos orgânicos e de base agroecológica.

    Fonte feed: Via Feed Revista Menu