25 maio2022

    A história por trás do Bolovo

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    Comida de boteco nem sempre tem de ter nome bonito. Afinal, o que importa é o sabor que harmonize com cerveja gelada e bom papo!

    Por Luciano Moreira

    O bar, botequim, boteco ou bodega, seja como você chame, é um dos espaços mais democráticos do Brasil. Local de encontros de amigos, artistas e colegas de trabalho após o expediente, o boteco sempre foi cenário de lazer, conversas, música, comida e muita bebida! Normalmente um lugar de baixo custo, mas com uma culinária à parte. Todos conhecem uma autêntica comida de botequim!

    Eis uma comida de bar muito popular no RJ e SP, mas que agrada aos paladares de todos que experimentam: o bolovo!

    De origem incerta, mas a carinha é bem brasileira e a maternidade em que nasceu é algum barzinho por aí. Mas há rumores de que foi inventado na Romênia e levado para a Irlanda, terra dos pubs… se for verdade, ainda assim fica evidenciado que o DNA do bolovo é de boteco!

    Existe até uma lenda do folclore gastronômico brasileiro de que o bolovo mesmo surgiu nos anos 60, de um acidente na antiga BR-3 (aquela, da música famosa do Tony Tornado!) entre dois caminhões, um de carne e um de ovos. Para aproveitar ao máximo a carga que corria o risco de perecer, por que não juntar dois ingredientes amados dos brasileiros? Para a lenda ser ainda mais verossímil, faltou um caminhão de cerveja se embolar nesse acidente… Uma lenda não surge por acaso, afinal, a BR-3 ligava a cidade do Rio de Janeiro a Belo Horizonte, passando pelos dois estados mais ricos em barzinhos no Brasil. Em 1964 se tornou BR-040, ligando Brasília ao Rio de Janeiro, passando por Belo Horizonte.

    Convenhamos, para os botecos brasileiros que já serviam aquelas conservas estranhas de cebolas, batatas e até ovos coloridos, um bolovo não surpreenderia estar no cardápio, não é? O fato é que esse petisco de nome feio é fácil de fazer e vai muito bem com cerveja gelada!

    Essa versão eu preparei para um restaurante cliente que estava reformando o cardápio e passou a investir nas noites de bar. Foi uma versão mini, com ovo de codorna cozido no ponto em que a gema ficasse cremosa (6 minutos na água fervente) e terminasse de cozinhar no calor da fritura do bolinho.

    O ovo de codorna (cozido e descascado, é claro) foi envolvido numa mistura (blend) de acém e peito moídos, temperada apenas com sal, pimenta do reino e alho. Depois a bolinha foi empanada em farinha de rosca misturada com bastante flocão de milho, afinal, nordestino não renuncia ao cuscuz. Pus para fritar em óleo a 180ºC até dourar, sem escurecer.

    Para acompanhar, maionese batida com um dente de alho, talos de salsa e manjericão e sumo de limão. Mas uma saladinha de vinagrete vai bem com tudo!