20 maio2022

    Novo uísque nacional machuca o bolso, mas faz bonito no copo

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    O sarro foi geral quando contei, no grupo de amigos de faculdade, que iria a uma degustação de uísques nacionais. Só faltaram propor uma vaquinha para me comprar um fígado novo no mercado negro de órgãos. A reputação dos uísques fabricados no Brasil é péssima e merecida.

    O país já tem longa tradição na produção de substitutos baratos para a bebida escocesa. Em muitos casos, ao destilado de malte se misturam o álcool de cana, corante e aromatizante —tal líquido não pode ser rotulado como uísque, apesar do nome em inglês que ilude o consumidor.

    Mas nem só de engasga-gato vive o uísque nacional. Na última década, a modinha global dos destilados “craft” encorajou alguns poucos bravos empreendedores a engarrafar bebida boa.

    São destilados brasileiros que competem com o “scotch” tanto em qualidade quanto em preço. Dentre os desbravadores do malte brasuca, destacam-se a destilaria gaúcha Union e a mineira Lamas.

    A trajetória da Union se confunde com a própria história da fabricação doméstica de uísque. Fundada como vinícola, a planta de Veranópolis (Serra Gaúcha) foi adquirida em 1970 pela família Borsato e logo convertida em destilaria.

    Até a