25 maio2022

    Chefs mostram ao mundo que gastronomia brasileira é mais que feijoada, caipirinha e rodízio

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    A gastronomia brasileira nunca esteve tão global. Graças a cozinheiros que decidiram cruzar novas fronteiras para encabeçar projetos em outros países, o que os estrangeiros conhecem sobre a nossa culinária já ultrapassou a tríade feijoada-caipirinha-rodízio. Agora, ela está prestes a ir além.

    No início do mês, o primeiro grande passo de uma nova “internacionalização” da gastronomia nacional foi dado pelo chef Rodrigo Oliveira, dos reconhecidos restaurantes Mocotó e Balaio, em São Paulo. No pujante Arts District de Los Angeles, ele abriu as portas do Caboco, seu primeiro restaurante fora do Brasil.

    É também o passo inaugural para levar uma versão modernizada da cozinha brasileira para os EUA, país onde a nossa gastronomia esteve principalmente representada pelos “restaurantes da saudade” (voltados às comunidades brasileiras) e pelas famosas redes de churrascarias, como Fogo de Chão e Texas do Brazil, que chegaram ainda na década de 1990.

    “Encarei (o projeto) como uma chance de mostrar um Brasil moderno, sem caricaturas ou estereótipos, em que teríamos a chance de aprender dentro de um dos mercados mais vibrantes do mundo”, explica Oliveira.

    O chef diz que a primeira vez que esteve nos EUA para se reunir com o renomado empresário da restauração Bill Chait, seu sócio na empreitada, foi “para dizer não ao convite que recebemos”, conta. “Eu estava certo de que seria inviável fazer uma operação tão complexa e tão longe de casa”.

    Mas Chait, que tem um império de uma dezena de restaurantes na Califórnia, entre italianos e asiáticos, conseguiu convencer o brasileiro a levar sua cozinha de tradição brasileira com acentos nordestinos ao território americano.

    O projeto foi anunciado há mais de dois anos, mas teve um atraso significativo na abertura por conta da pandemia. Segundo Oliveira, as restrições trouxeram uma série de questões, inclusive pelo fato de o chef estar envolvido com projetos no Brasil, como o Quebrada Alimentada, que distribui refeições para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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