24 maio2022

    Bonito (MS), além do mergulho: restaurantes e passeios no charmoso centrinho

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    A natureza abundante nos arredores de Bonito brilha os olhos de qualquer um: seus rios de águas cristalinas revelam cardumes de peixes esbeltos, suas trilhas repletas de aves e macacos-pregos desembocam em cachoeiras refrescantes e grutas formadas há milhares de anos revelam preciosidades naturais.

    Porém, além das atividades ecoturísticas – a maioria feita em propriedades privadas com acesso somente de carro -, outro local vira refúgio dos turistas após os passeios: o centrinho da cidade.

    Com cerca de 22 mil habitantes, Bonito é aquele tipo de lugar em que os moradores ficam sentados em cadeiras na frente do portão de casa até altas horas das noites quentes e o sertanejo, seja ele “raiz” ou universitário, é o som que todos ouvem e conhecem.

    Esse é o espírito da cidade, onde o agito e os encontros se dão no entorno da Praça da Liberdade, um grande retângulo no centro que é interligado pelas principais vias de Bonito.

    Cervejas artesanais, pizzas, bons restaurantes, música ao vivo e lojinhas de marcas conhecidas e de artesanato são os atrativos para toda a família por aqui, ótimos para serem apreciados após um dia cheio de programas em meio à natureza.

    Lembre-se: não há luxo e ostentação por aqui. O charme, tanto do centrinho quanto da cidade, reside especialmente na simplicidade. A seguir, confira onde ir e o que fazer ao redor do centro de Bonito:

    A praça

    Bem cuidada, limpa e iluminada, ela dá vida às noites da cidade, assim como recebe os turistas na entrada do município. A Praça da Liberdade é marcada por uma série de comércios no seu entorno e espaços tipicamente turísticos para fotos. Ao anoitecer, o charme fica por conta das árvores iluminadas com luzes dentro de vidros reciclados.

    Bem no meio, duas grandes representações de piraputangas, peixe de água doce típico da região com uma cauda alaranjada, adornam um laguinho artificial com chafariz. É um dos locais mais conhecidos de Bonito, que funciona também como um ponto de referência. Além dos peixes, um clássico letreiro com os dizeres “Eu amo Bonito” toma conta do local.

    A praça é ponto de partida para ruas adjacentes, onde lojinhas tradicionais de artesanato, de souvenirs e farmácias são facilmente encontradas.

    O calor da região, principalmente durante o verão, é uma boa deixa para se refrescar com sorvetes durante a tarde: tem a sorveteria Delícias do Cerrado, no Allegra Gelato e Café, o Palácio dos Sorvetes (que serve sorvete assado, tradicional por aqui), e os sabores típicos do destino vão de guavira a cupuaçu, araticum, jaracatiá, bocaiúva e murici.

    E alguns aspectos são curiosos pelas ruas do centrinho de Bonito, especialmente na rua Coronel Pílad Rébua, a principal da cidade: algumas faixas de pedestres são decoradas com patas de onça-pintada, que vive nas matas nos arredores da cidade, assim como há orelhões públicos com formatos de bichos do Pantanal, como uma onça e um tucano – nos dias atuais são objetos mais fotogênicos do que funcionais.

    Lojinhas e agito gastronômico

    Além do comércio local, o centrinho de Bonito, principalmente nas ruas ao redor da Praça da Liberdade, concentra uma diversidade gastronômica deliciosa. Bons restaurantes, espaço com música ao vivo e iguarias locais são servidas por aqui.

    Bem em frente à praça, na própria rua Coronel Pilad Rebuá, fica a Bonito Beer, ideal para os amantes de cervejas artesanais. Há desde as mais claras, escuras, doces e amargas, assim como uma feita a partir da mandioca, em que a produção segue o estilo inglês e americano.

    Primeira cervejaria artesanal de Bonito, o espaço tem mesas e cadeiras de madeira na calçada e funciona no sistema pré-pago, onde os clientes podem carregar um cartão com a quantidade de dinheiro desejada e encher os copos americanos diretamente “da torneira”. Dentro do estabelecimento, nos fundos, é possível ver a minifábrica com seus tonéis de inox.

    Logo ao lado, dividindo o mesmo ambiente, a casa ainda serve pizzas nos tamanhos pequeno, médio ou grande. A margherita sai por R$ 29 a pequena e R$ 59 a grande; a de alho poró e cream cheese é vendida por R$ 32 e R$ 65 respectivamente, assim como a stracciatella de burrata com pesto sai por R$ 35 no tamanho menor e R$ 69 a grande.

    Seguindo na mesma rua, há a Vila Rebuá, espaço novíssimo na cidade que reúne várias opções gastronômicas descomplicadas em um ambiente com “cara de férias”. Aberto em 2020, o Vila tem mesas espalhadas pelos seus 850 metros quadrados, como uma praça de alimentação, e oferece opções de hambúrguer, temakeria, pizza, até comida de boteco e parrilla argentina. Há até um palco para apresentações de música ao vivo – que fica bem animado durante a alta temporada.

    Tradicional na cidade, o Restaurante Juanita desembarcou pelo pedaço com um “filhote” mais novo, o Boteco Juanita, que serve porções de iguarias tradicionais, como bolinho de costela (R$ 46, seis unidades), costelinha de pacu (R$ 55), e pintado a urucum aperitivo (R$ 72).

    Logo na entrada da Vila, vale passar na cerâmicas UDU. Tradicional de Bonito, a loja vende cerâmicas utilitárias e decorativas feitas à mão, desde a mistura das argilas até a pintura das peças, num processo totalmente artesanal. O ateliê, onde está a fábrica, fica na rua General Osório, 611, não muito longe do centrinho, e também conta com uma simpática loja.

    Além da cerveja e das comidinhas típicas, Bonito também tem uma cachaçaria para chamar de sua. A DiBonito Cachaça vem chamando atenção na região pelos seus sabores acentuados e fabricação artesanal sem corantes ou adição de produtos químicos.

    A lojinha na rua 15 de Novembro fica a menos de 50 metros da Praça da Liberdade e vende a já concorrida Cachaça de Guavira na garrafa com fundo da Gruta do Lago Azul.

    Restaurantes tradicionais

    A apenas alguns metros da Praça da Liberdade fica a Casa do João, restaurante quase que obrigatório quando se está em Bonito. Pioneiro por aqui, o salão é amplo, com muitas mesas e há até música ao vivo alguns dias da semana. Conta ainda com uma parede cheia de fotos de personalidades ilustres que já pisaram no restaurante, assim como um minimuseu com artefatos antigos do dono e da história de Bonito.

    A casa serve pratos típicos da culinária pantaneira, como a traíra sem espinha com pirão da casa (R$ 144 para duas pessoas) e a moqueca pantaneira – feita com pintado da região, banana da terra, coentro e dendê (R$ 144 para duas pessoas). Vale ainda experimentar a porção de torresmos (R$57), bem fininho e sequinho e a gim tônica de guavira (R$ 33).

    Outro restaurante que já é quase uma instituição na cidade é o Juanita, comandado pela acolhedora chef Juanita Battilani na rua Nossa Senhora da Penha, 854, uma rua para trás da via principal, a Coronel Pílad Rébua.

    O restaurante é tradicional e mistura elementos paraguaios com brasileiros, sempre com temperos frescos – nada é comprado de fora. O pacu na brasa é a especialidade da casa (R$ 139,44, serve duas pessoas), assim como as tirinhas de jacaré crocante (R$ 64,87) – de abate legal – e o costelão de angus assado no bafo por 8 horas (R$139,49).

    Entre uma deliciosa caipiroska de guavira e outra (R$ 29,98), finalize com o Chico Balanceado (R$ 19,98), um incomparável creme de banana caramelada e suspiro queimado na hora.

    Após os banquetes e as comprinhas no centrinho, é hora de voltar para o hotel ou pousada e descansar para os passeios do próximo dia.


    Fonte feed: Via Feed Viagem e Gastronomia