segunda-feira, abril 15, 2024

Dia do solteiro: professora de psicologia explica que estar solteiro não é sinônimo de fracasso

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Na semana em que comemora-se o Dia do Solteiro, aproveitamos a data para falar um pouco sobre a pressão social que os solteiros sofrem, isso mesmo, existe um estigma na sociedade que associa estar solteiro ao fracasso, mas não é bem isso.

Infelizmente, nossa sociedade nos faz acreditar que estar solteiro é errado, e seu objetivo deve ser encontrar alguém com quem se relacionar. E, só então, você está completo, feliz e mais aceitável socialmente. Para falar um pouco sobre o assunto conversamos com a professora da Faculdade São Luís de França, Marcela Teti.

Para a profissional, esse estigma se inicia devido ao roteiro a ser seguido desde que o indivíduo nasce. Ele precisa passar pela infância saudável, ser bem-sucedido na escola, se formar, arranjar emprego e formar família, para que o ciclo recomece. “Esta foi a forma com que a sociedade se organizou por muitos séculos e a família nuclear ainda é uma das principais formas de controle da atualidade. Estar com outra pessoa em um relacionamento estável é sinônimo de estabilidade emocional. Assim, de um lado, estar com alguém pode ser sinônimo de autoestima equilibrada, já que você tem outra pessoa para estar com você e te ajudar a regular suas emoções. No entanto, as cobranças sociais podem provocar, piorar e fragilizar ainda mais indivíduos que não se sentem bem por estar sós, na medida em que se não encontrou sua cara-metade socialmente entende-se que a pessoa solteira é uma pessoa ruim, que tem defeitos difíceis de serem superados”, explicou.

No caso das mulheres esta situação é um pouco mais difícil, pois se o relacionamento vai mal ou acaba, a culpa sempre recai sobre ela. “A mulher socialmente é responsável pelo fracasso do amor. Nunca o fracasso de um relacionamento a dois é atribuído a dois, mas sempre a ela como se ela tivesse um problema interno, algo intempestivo que precisasse ser administrado. E as mulheres que permanecem solteiras, elas não o conseguem”, ressaltou.

E para se livrar dessa associação do solteiro ao fracasso, a psicóloga destaca que para o ser humano se afirmar como indivíduo não é necessário estar comprometido com outra pessoa. Você é inteiro e plena do jeito que é. “Sentir falta de algo, querer melhorias, é natural de qualquer pessoa que quer se desenvolver. A ajuda pode vir de um parceiro amoroso, sim, mas não é uma necessidade. Se você tem uma rede de apoio próxima de você, em quem confiar, a falta de outra pessoa é compensada pela presença de um coletivo que te quer bem”, afirmou.

Ainda segundo Marcela, muitas vezes as pessoas estão comprometidas em um relacionamento amoroso, mas não implica que estejam felizes, realizadas. Às vezes, estar a dois implica ceder, perder espaço, sua singularidade. “É ilusão achar que todos os relacionamentos são bem-sucedidos. As notícias que divulgam casos de relacionamento abusivos estão aí para evidenciar que estar junto pode ser problemático para algumas pessoas. A solteirice muitas vezes também pode ser sinônimo de sucesso profissional, de liberdade de escolha de se sentir dono de si, de se compreender por inteiro. Estar com alguém é uma forma de se conhecer, estar sozinho também. Não existe uma coisa melhor que a outra”, destacou.

Outro ponto importante é que muitas vezes, para estar inserido no padrão, muitas pessoas acabam presas em relacionamentos fracassados e até mesmo abusivos. Mudar esse tipo de pensamento é uma forma de evitar relacionamentos errados. “Quando você se basta, fica feliz consigo mesmo, você é feliz na sua companhia, você não aceita qualquer coisa. Às vezes um sorriso sedutor e acolhedor significa mais na frente um indivíduo carente, possessivo, dominador. Se você consegue perceber que o amor é condicional, ou seja para te dar atenção, carinho, precisa agir do jeito que o outro quer, você escapa desta armadilha mais facilmente. Faz isso, porque você não precisa daquele apego emocional para se sentir inteiro, você já é”, finalizou.