terça-feira, março 5, 2024

Empresa criada por casal de brasileiros em NY fatura R$ 10 milhões com delivery de coxinhas

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Dentre clientes B2C e B2B, a empresa cai nas graças de grandes players como Google, Nike, Samsung, New York Times, Amazon e WeWork

O casal Ricardo Rosa e Vanessa Oliveira, hoje donos de um negócio milionário, não tinham em mente morar no exterior e, muito menos, criar uma empresa em território estrangeiro. A Petisco Brazuca, primeira marca do mercado especializada na produção e entrega de coxinhas, fatura, atualmente, mais de R$10  milhões nos Estados Unidos e atende gigantes do mercado como Google, Nike,  Samsung, New York Times, Amazon e WeWork.

Ricardo e Vanessa, com 24 anos na época, chegaram ao país para fazer apenas um intercâmbio. A ideia original era voltar ao Brasil e conseguir estabilidade em uma grande empresa. “Já trabalhávamos na época e resolvemos realizar o intercâmbio com nossas economias. A ideia era ir, realizar o curso e voltar com o inglês avançado, aproveitar as oportunidades em ano de copa, olimpíadas etc”., relembra o CEO da Petisco Brazuca, Ricardo Rosa.

Eles foram e não voltaram. O que seria um período de 12 meses virou 10 anos. Durante o período de estudo, em paralelo ao trabalho, o casal começou a analisar o mercado e avaliar o que poderia vir a ser um negócio. “Fomos em uma festa e precisávamos levar os salgadinhos. Não encontramos nenhum lugar que entregasse, então resolvemos fazer em casa. Foi um sucesso, todo mundo queria saber como comprar”, recorda Ricardo. 

Da cozinha do apê para todo o território americanoO negócio começou na cozinha do apartamento do casal, com apenas 3 metros quadrados. “Depois de muito estudo, enxergamos uma grande oportunidade de apresentar e introduzir a coxinha na cultura americana. Iniciamos nossa operação de forma on-line, assim conseguimos compreender as demandas do mercado, sem que tivéssemos que fazer um investimento pesado, absorvendo custos operacionais para fazer o negócio crescer.”, diz Vanessa. De início o casal produziu manualmente 5 a 10 mil coxinhas/mês.

E, de fato, tudo foi minimamente calculado, não só a pesquisa de mercado, mas a estratégia de lançamento também. Criaram o primeiro aplicativo de delivery de coxinhas do mundo – na época não existia o que hoje conhecemos como Ifood, Rappi -,  porque o principal gargalo, em 2013, eram as entregas.

“O aplicativo de delivery nos ajudou a ganhar projeção e bons clientes e, nos primeiros meses, foram mais de 10 mil downloads e tudo aconteceu de forma orgânica”, complementa Ricardo. 

De lá para cá, os empreendedores conquistam vitórias. A Petisco Brazuca já conta com fábrica própria, lojas físicas, vendas online, prêmios, além de ser referência para empreendedores que vão ao país em busca do sonho americano.

Durante o auge da pandemia, de 2019 a 2021, a empresa não estagnou; pelo contrário, as lojas foram fechadas pelo lockdown, mas a marca sobreviveu 100% do digital. Soltou um manifesto para seus clientes e o resultado: ano que mais faturaram. “Pensamos: é a hora da sinceridade, vamos contar para os nossos clientes como eles são importantes. Foi incrível. Toda nossa estratégia foi voltada 100% para o digital. Conseguimos nos manter, alavancar e financiar com dinheiro próprio. Batemos recorde de faturamento.”, celebra Vanessa.

A Petisco Brazuca tem crescido a uma taxa de 30% ao ano e conquistou, durante quatro anos consecutivos, o prêmio de “melhor coxinha dos Estados Unidos”. A ideia, que nasceu em uma festa, hoje conta com lojas físicas, pop ups em feiras de rua e mais de 10 colaboradores fulltime, faturamento de US$ 2 milhões e planos ambiciosos para 2023, dentre eles ampliar a fábrica própria, abrir novas lojas e lançar a linha de congelados.