Forró Caju reúne diferentes gerações da música nordestina no Santos Dumont nesta sexta, 12

Forró Caju reúne diferentes gerações da música nordestina no Santos Dumont nesta sexta, 12

A programação descentralizada do Forró Caju 2026 continua levando o clima dos festejos juninos para diferentes regiões da capital. Nesta sexta-feira, 12, a Praça Ulisses Guimarães, no bairro Santos Dumont, será palco de uma noite que reúne artistas de diferentes gerações e estilos, em uma celebração da diversidade e da força da cultura nordestina. Entre nomes consagrados e representantes da nova geração, o público poderá vivenciar diferentes expressões do forró, patrimônio afetivo e cultural do Nordeste.

Cantor Waldonys – Foto: Ronald Almeida/Secom/PMA

Abrindo a programação, às 19h, a cantora e sanfoneira paraibana Lara Amélia representa a renovação do gênero sem abrir mão das raízes que marcaram sua formação musical. Filha de Flávio José, um dos grandes nomes da música nordestina, a artista construiu uma trajetória própria e vem se destacando como uma das poucas mulheres sanfoneiras em atividade no país. Com carisma, autenticidade e talento, Lara imprime ao palco uma combinação equilibrada entre tradição e contemporaneidade, além de reforçar o protagonismo feminino no forró.

Às 20h30, será a vez de Anastácia, um dos maiores símbolos da música nordestina. Conhecida nacionalmente como a “Rainha do Forró”, a cantora e compositora pernambucana soma mais de seis décadas de dedicação ao gênero. Com uma obra extensa, que atravessa gerações e ultrapassa 30 álbuns gravados, Anastácia ajudou a consolidar o forró no cenário musical brasileiro e permanece como uma das principais referências da cultura popular nordestina. Sua trajetória é marcada pela defesa das tradições e pela capacidade de dialogar com diferentes públicos sem perder a essência do forró.

Na sequência, às 22h, sobe ao palco Waldonys, um dos artistas mais versáteis da música nordestina. Sanfoneiro, cantor e compositor cearense, iniciou sua carreira ainda criança e teve a oportunidade de conviver com mestres como Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Reconhecido pelo virtuosismo na sanfona e pela energia de suas apresentações, tornou-se uma das principais referências do forró contemporâneo. Fora da música, também ganhou notoriedade nacional por atuar como piloto de avião e praticante de acrobacias aéreas, características que contribuíram para sua identidade artística singular.

Banda Xotebaião – Foto: Assessoria de Comunicação

Representando Sergipe, a banda Xotebaião sobe ao palco às 23h30. Com 25 anos de trajetória, o grupo se consolidou como uma das principais referências do forró sergipano e mantém uma relação histórica com o Forró Caju, integrando a programação da festa desde os primeiros anos de sua carreira. Com um repertório que transita entre o forró romântico e o pé de serra, a banda conquistou um público fiel e segue levando aos palcos a alegria e a autenticidade características da cultura nordestina.

Às 1h, a cantora e compositora sergipana Thaís Nogueira leva ao público a musicalidade do sertão sergipano. Natural de Carira, município reconhecido pela forte tradição forrozeira, ela cresceu em uma família de músicos e iniciou sua trajetória artística ainda jovem, ao lado do pai e do irmão, o sanfoneiro Mestrinho. Com uma carreira construída sobre as bases do forró pé de serra, Thaís se destaca pela defesa das raízes nordestinas e por representar Sergipe em apresentações realizadas em diversas regiões do Brasil e também no exterior.

Encerrando a programação, às 2h, o cantor e compositor João da Passarada sobe ao palco levando ao público a força e a autenticidade do forró pé de serra. Paulista de nascimento e sergipano por escolha, o artista construiu sua trajetória em Aracaju e é reconhecido como um dos principais nomes do gênero no estado. Com mais de três décadas dedicadas à música nordestina, ganhou projeção à frente da banda Passarada do Ritmo antes de consolidar uma carreira solo marcada pela valorização das tradições forrozeiras.

Ao longo de sua trajetória, João da Passarada conquistou reconhecimento em festivais e premiações, destacando-se como vencedor do festival Coisas do Sertão, onde recebeu os prêmios de Melhor Arranjo, Melhor Compositor e Melhor Intérprete. Seus sucessos estão registrados em álbuns conhecidos pelo público forrozeiro, como Forró Bom É Assim e Tô Aí Pra Gandaiar, trabalhos que reforçam sua contribuição para a preservação e difusão da cultura nordestina.

Com uma programação que reúne tradição, renovação e diferentes gerações da música nordestina, o Forró Caju 2026 reafirma seu compromisso de democratizar o acesso à cultura e fortalecer os vínculos entre arte, comunidade e identidade regional.

Ao levar os festejos juninos para os bairros da cidade, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Cultura (Secult), amplia o alcance da festa e valoriza artistas que mantêm viva a história e a essência do forró. No Santos Dumont, a diversidade de estilos e trajetórias presentes nas seis atrações da noite traduz a riqueza cultural que faz do São João uma das mais importantes expressões da identidade nordestina.

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