Moët & Chandon estreia sua coleção mais ambiciosa

Moët & Chandon estreia sua coleção mais ambiciosa

De Horst Kissmann
Prazeres da Mesa

A Collection Impériale Création Nº 1, apresentada pela Moët & Chandon para celebrar seus 280 anos, é muito mais do que um lançamento. Trata-se de um champanhe que nasce menos como uma safra e mais como uma viagem pela trajetória da Maison que ajudou a transformar Champagne em sinônimo de celebração ao redor do planeta.

Tudo começa em 1743, quando Claude Moët funda uma pequena casa de vinhos na região de Champagne. O comerciante tinha uma ambição pouco comum para a época: levar seus vinhos para além das fronteiras locais e conquistar as cortes europeias. A aposta deu certo. Algumas décadas depois, os champanhes da família já circulavam entre reis, aristocratas e personalidades influentes do continente.

Coleção de prestígio

Foi o neto do fundador, Jean Rémy Moët, quem ampliou ainda mais essa visão. Admirador de Napoleão Bonaparte, tornou-se próximo do futuro imperador francês e ajudou a construir uma relação que atravessaria séculos. A ligação foi tão marcante que, em 1869, a Maison decidiu batizar seu principal rótulo de Moët Impérial, uma homenagem à amizade entre a família e o líder francês. Mais de 150 anos depois, o termo “Impériale” volta ao centro das atenções para dar nome à nova coleção de prestígio da casa.

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Mas o que torna a Collection Impériale Création Nº 1 tão singular não é apenas sua narrativa histórica. O verdadeiro encanto está na forma como ela foi concebida. Em vez de representar uma única colheita, o champanhe reúne sete safras excepcionais: 2004, 2006, 2008, 2010, 2012, 2013 e 2000. Cada uma percorreu um caminho diferente de maturação antes de integrar a composição final. Algumas permaneceram em tanques de aço inoxidável, preservando frescor e energia. Outras repousaram em barricas de carvalho, ganhando textura e amplitude. Parte dos vinhos evoluiu durante anos sobre as borras, acumulando riqueza aromática e refinamento.

A inspiração para essa construção veio de um patrimônio pouco conhecido pelo grande público: a extraordinária biblioteca de vinhos de reserva da Moët & Chandon. Considerada uma das mais importantes de Champagne, reúne décadas de colheitas preservadas cuidadosamente nas históricas caves da Maison. É ali que Benoît Gouez, Cellar Master desde 2005, encontrou a matéria-prima para criar aquilo que define como a expressão máxima de sua arte.

Contagem regressiva

A Moët & Chandon batizou esse trabalho de Haute Oenologie. O conceito procura traduzir a combinação entre ciência, experiência, intuição e domínio do tempo. Se a alta-costura transforma tecidos em peças únicas, a Haute Oenologie faz algo semelhante com vinhos de diferentes origens, idades e estilos, costurando-os em uma composição harmoniosa.

“Celebrar 280 anos de história significa olhar para tudo o que construímos desde Claude Moët e, ao mesmo tempo, imaginar o que ainda está por vir. Collection Impériale nasce desse encontro entre memória e visão de futuro, expressando a riqueza de nossa biblioteca de vinhos e a excelência de nossos Cellar Masters”, afirma Marie-Christine Osselin, Wine Quality & Communication Director da Moët & Chandon.

O resultado aparece logo na taça. A cor lembra o brilho intenso de um diamante canário. Os aromas surgem em etapas, revelando alcaçuz, café mocha, notas tostadas, avelã fresca, baunilha, frutas maduras, figos secos e ameixas Mirabelle. Com alguns minutos de aeração, novas camadas aparecem, mostrando como a cuvée foi pensada para evoluir continuamente durante a degustação.

Na boca, o equilíbrio chama atenção. Embora seja um brut nature, categoria que dispensa a adição de açúcar na dosagem final, a sensação é ampla e acolhedora. A efervescência é delicada, quase aveludada, sustentando um conjunto que alterna frescor, volume e uma elegante nota amarga no encerramento.

Outro detalhe curioso é que o número estampado no rótulo não faz referência a uma safra, mas ao início de uma coleção destinada a atravessar gerações. A Création Nº 1 é apenas o primeiro capítulo de uma série que será enriquecida ao longo das próximas décadas. Novas edições surgirão gradualmente até 2043, quando a Moët & Chandon celebrará seu tricentenário.

Poucas casas de Champagne possuem história suficiente para planejar um projeto com horizonte de vinte anos. Menos ainda conseguem transformar esse legado em uma garrafa que une passado, presente e futuro de forma tão elegante. Ao lançar a Collection Impériale Création Nº 1, a Moët & Chandon não apenas comemora seus 280 anos. Ela inicia oficialmente a contagem regressiva para os próximos 20.

No Brasil, o rótulo chega pela Sparkling by Rodeo Club com preço sugerido a partir de R$ 800.

@moetchandon

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