Ser mãe como fonte de potência: a história de Thaís e os movimentos que ela construiu para mudar o futuro das mulheres

Há quem diga que a maternidade transforma. Para Thaís, ela também cria. Fluminense que veio ainda adolescente para o Nordeste, viveu 15 anos em Aracaju e há quatro anos chama Recife de casa. Mãe de dois meninos, e de uma menina que está a caminho, ela carrega na trajetória a marca de quem nunca separou o que sente do que constrói. Há oito anos, fundou a Iupi, escritório estratégico dedicado a modelar e posicionar marcas e lideranças femininas. O trabalho sempre esteve conectado a uma pergunta que não a deixa quieta: como o futuro do trabalho pode ser diferente para as mulheres? Descendente de mulheres corajosas, Thaís cresceu vendo que é possível criar com método, qualidade e impacto e passou a fazer exatamente isso.

Foi desse mesmo lugar de inquietação e de experiência vivida na pele que nasceu a Cola na Mãe, startup  que olha diretamente para uma das problemáticas mais silenciosas e ao mesmo tempo mais urgentes do Brasil: a sobrecarga materna.

Os números ajudam a entender o tamanho do desafio. Dados do IBGE mostram que o país tem mais de 11,3 milhões de mães solo. Pesquisas do mesmo instituto apontam que mulheres dedicam quase o dobro de horas ao trabalho doméstico e de cuidado em comparação aos homens, uma jornada invisível que convive, muitas vezes, com outra jornada formal de trabalho. O resultado é uma exaustão estrutural que o mercado ainda insiste em ignorar.

A Cola na Mãe veio para romper esse silêncio. A startup não apenas nomeia o problema, ela propõe soluções concretas com sua plataforma tecnológica que auxilia diretamente na gestão e na externalização das demandas para a MaIA (assistente de de IA) e abre conversas que o mercado ainda está se abrindo em ter: sobre como empresas podem ser mais maternas, sobre como políticas públicas precisam evoluir, sobre como a sociedade pode redistribuir o peso do cuidado. A proposta é trazer consciência sobre os desafios, mas também sobre as potências que existem nesse lugar, porque maternidade e inovação não são opostos. Nunca foram.

“Vivendo a maternidade de forma ainda mais profunda hoje, sinto ainda mais forte a importância de ajudarmos a construir um futuro diferente. Um em que ser mulher não seja um obstáculo, mas uma fonte de potência, criatividade e transformação”, reflete Thaís.

Esse caminho a levou, durante o Rec’n’Play 2025, a fundar ao lado da parceira de negócios Lizandra Lisboa a W.ALL. Um movimento que nasceu de conversas espontâneas e se transformou em uma rede viva. Hoje, a comunidade já reúne mais de 100 mulheres de diversas regiões do país, conectadas pelo desejo de ampliar a presença feminina no ecossistema de inovação. O resultado é concreto: aprovações em projetos, participação em eventos de fomento e geração de novos negócios.

Neste Dia das Mães, a história de Thaís é um lembrete de que maternidade e protagonismo não disputam espaço, eles se alimentam. Quando mulheres ocupam espaços de decisão, de criação e de tecnologia, elas não apenas transformam suas próprias trajetórias. Elas ampliam as possibilidades para toda a sociedade.

E é exatamente isso que ela faz, todos os dias, com método, com afeto e com a convicção de quem sabe que construir junto é sempre mais poderoso.

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